segunda-feira, 18 de julho de 2016

A gente não quer só café

Acompanhei, nesse final de semana, pelo Facebook, um saudável debate sobre o uso da antiga Estação de Passageiros da Via Férrea, localizada no Parque da Gare. Trata-se do pavilhão no qual foi realizada, recentemente, a minifeira do livro. Ali também já foram feitas exposições de artes plásticas.

Há boatos de que o poder público pretende ceder o espaço para a iniciativa privada, mais especificamente, para a implantação de um café. Pessoas ligadas a entidades culturais se manifestaram contra a medida, reivindicando o local para a realização de atividades relacionadas à literatura, música, pintura e afins.

Ou seja: um lugar em que o povo possa participar de atividades estritamente educativas. Afinal, não é a arte um dos principais alicerces de uma sociedade humanizada?

Passo Fundo está cheia de estabelecimentos voltados à satisfação dos nossos mais variados apetites gastronômicos. De botecos servindo pastéis fritos na hora e ovos em conserva (sou fã) a restaurantes caros. Também há cafés e padarias.

Ao mudar-me para essa cidade, aliás, fiquei impressionado com o custo acessível dos buffets. Até hoje almoço fora.

Estamos gastronomicamente bem servidos, obrigado.

Não entendo por que a instalação de um café, no pavilhão da antiga Estação de Passageiros da Via Férrea, deveria ter prioridade sobre a utilização desse espaço para fins culturais.

O povo merece mais do que pão e circo. Mais do que café.

Parodiando os Titãs, a gente não quer só café. A gente quer cultura, diversão e arte. Quem não quer?

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentários desrespeitosos não serão aceitos.